quinta-feira, 23 de março de 2017

Ametropia (Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo)

Oftalmologia /Patologias 

MiopiaÉ um dos mais frequentes erros de refração que afeta a visão a distância. Essa patologia ocorre porque a imagem visual não é focada diretamente na retina, mas à frente da mesma.
CausasO problema pode ter origem porque o globo ocular é mais alongado ou o cristalino tem uma distância focal curta.
SintomasVisão embaçada a distância, dificuldade para identificar objetos afastados, assistir a filmes, dirigir automóveis, entre outros. A capacidade visual parece melhorar fechando um pouco os olhos, mas a miopia não corrigida devidamente pode provocar dores de cabeça, lacrimejamento ou tensão ocular.
TratamentosPode ser corrigida com o uso de óculos (lentes divergentes), lentes de contato ou cirurgia.
ExamesTeste de acuidade visual e tonometria. O teste de acuidade visual mede como a pessoa consegue ver em várias distâncias. Na tonometria, um instrumento mede a pressão dentro do olho.
CirurgiasA cirurgia refrativa é a intervenção dos olhos mais conhecida. É um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Remodela suavemente a superfície da córnea, modificando sua curvatura para corrigir os erros como a Miopia, a Hipermetropia, o Astigmatismo e a Presbiopia.

    HipermetropiaÉ um erro de refração que faz com que a imagem seja focada atrás da retina. Dessa forma, a capacidade refratária é alterada em relação aos olhos com visão normal. A hipermetropia causa dificuldade para enxergar objetos próximos e principalmente para leitura de textos. Enquanto jovem, o paciente com hipermetropia tem boa visão de longe, pois se seu grau não for muito elevado é naturalmente corrigido pelo aumento do poder do cristalino, em um processo chamado de acomodação. Porém, com a idade esta capacidade diminui e o hipermetrope passará a ter dificuldade na visão de perto e posteriormente de longe.
    CausasOcorre quando o globo ocular possui menor comprimento ou devido a córnea ou cristalino possuírem uma menor curvatura.
    SintomasVisão embaçada mais para perto, queixas de dores de cabeça ou cansaço ocular, sensação de peso ao redor dos olhos, ardor, vermelhidão conjuntival e lacrimejamento ocular.
    TratamentosPode ser corrigida com o uso de óculos (lentes convergentes), lentes de contato ou cirurgia.
    ExamesTeste de acuidade visual e tonometria. O teste de acuidade visual mede como a pessoa consegue ver em várias distâncias. Na tonometria, um instrumento mede a pressão dentro do olho.
    CirurgiasCirurgia refrativa. É um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Remodela suavemente a superfície da córnea, modificando sua curvatura para corrigir os erros como a Miopia, a Hipermetropia, o Astigmatismo e a Presbiopia. 

      AstigmatismoÉ uma doença ocular causada por irregularidade da córnea e o seu efeito é a distorção de imagem, pois os raios de luz não chegam ao mesmo ponto na retina.
      CausasDecorre da diferença de curvatura nos meridianos principais da córnea ou cristalino que resultam em diferentes profundidades de foco e distorcem a visão tanto de longe quanto perto.
      SintomasA imagem fica borrada e algumas queixas são frequentes, tais como dor de cabeça, sensação de ardor e hiperemia conjuntival (olho vermelho).
      TratamentosPode ser corrigida com o uso de óculos (lentes cilíndricas), lentes de contato ou cirurgia.
      ExamesTeste de acuidade visual e tonometria. O teste de acuidade visual mede como a pessoa consegue ver em várias distâncias. Na tonometria, um instrumento mede a pressão dentro do olho.
      CirurgiasCirurgia refrativa. É um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Remodela suavemente a superfície da córnea, modificando sua curvatura para corrigir os erros como a Miopia, a Hipermetropia, o Astigmatismo e a Presbiopia.

        quarta-feira, 22 de março de 2017

        China

        Aprender mandarim virou moda. Sabe por quê? A República Popular da China, assim chamada oficialmente, está em constante evidência internacional e caminha a passos largos para se tornar a maior potência do mundo, deixando para trás até mesmo o poder dos Estados Unidos.

        SOBRE O PAÍS

        Tudo no país chinês, que hoje já é o principal parceiro comercial do Brasil, tem uma dimensão maior que em qualquer outro lugar. A começar pela população, que representa um quinto da humanidade. Trata-se da nação mais populosa do planeta, com 1,3 bilhão de pessoas – e olha que o número poderia ser bem maior, não fosse a política de filho único por casal adotada a partir da década de 1970.
        Considerada um dos berços da civilização, a China também carrega uma rica história e herança cultural. Entre suas tradições mais marcantes, estão as artes marciais, a astrologia, a comida exótica (inclusive à base de insetos), as porcelanas finas, a estilosa caligrafia, a pólvora, a bússola, a fabricação de tecidos, a fundição de ferro e bronze, a indústria naval e muitas outras tecnologias e técnicas que os chineses inventaram antes do Ocidente. Engana-se quem pensa que o futebol é criação inglesa. A origem desse esporte remonta há 2,5 mil anos justamente na China.
        Como tudo lá é frenético e superlativo, as cidades fervem com um turismo cada vez mais crescente. As Olimpíadas de 2008, sediadas na capital Pequim, deram uma boa mostra da força e modernidade chinesas, além de abrir de vez as portas deste país continental aos visitantes estrangeiros.
        As metrópoles proporcionam atividades para qualquer um. A vida noturna é para lá de badalada em Xangai, as compras viram atração na ilha de Hong Kong, a diversão não para nos cassinos de Macau, sem contar os passeios nos arredores para ver as incríveis paisagens de montanhas e deserto. Já em Pequim é possível encontrar ícones do valioso patrimônio histórico local, como a Grande Muralha da China e a Cidade Proibida.
        Voltada para todos os públicos – desde turistas e aventureiros a estudantes e profissionais em busca de negócios – a terra de Mao Tsé-Tung e dos ursos panda inspira novas conquistas e objetivos. Afinal, ainda há um mundo de possibilidades e grandezas à espera por lá.

        INFORMAÇÕES ÚTEIS

        Idioma
        Mandarim e outros dialetos
        Capital
        Pequim, localmente conhecida como Beijing
        População
        1,3 bilhão de habitantes
        Território
        9,5 milhões de km², sendo maior que o Brasil, que possui 8,5 milhões de km², e quase 19 vezes maior que a Espanha.
        Fuso Horário
        UTC +8, ou seja, 11 horas a frente do horário de Brasília.
        Clima
        Montanhoso, continental árido, subtropical e temperado
        Código Telefônico
        86







        Moeda
        Yuan
        Voltagem
        220 V
        Tomadas








        Fonte: https://www.ci.com.br/guia-mundo/paises/china

        terça-feira, 21 de março de 2017

        Qual a diferença entre os Idiomas Japonês, Chinês e Coreano?



        Um erro muito comum de pessoas que não conhecem ou estudam a cultura e Idioma asiática, é achar que chinês e japonês é tudo o mesmo Idioma. Ou não consegue saber a diferença entre cada um deles. O fato é que são idiomas completamente diferente um dos outros, tanto na escrita como na fala. Nesse artigo vamos conhecer e ver a diferença de cada um dos idiomas.

        Chinês

        A língua chinesa é escrita apenas com Ideogramas chamados hanzi, e existe 2 tipos de escrita, a tradicional que usa os Ideogramas originais, e a simplificada que usa ideogramas mais simples com menos traços.
        A gramatica chinesa não apresenta flexões de modo que as palavras têm tipicamente uma única forma. É difícil definir um alfabeto chinês ou a quantidade de fonemas que ele possui.
        Sobre o Mandarim, é apenas um dialeto do chinês falado região de Beijing e toda a China, Taiwan e Singapura.
        O mandarim é um idioma tonal, o que significa que tons diferentes podem mudar o significado de uma palavra, mesmo que a pronúncia e a ortografia sejam idênticas. São os chineses que costumam ter dificuldade para falar o "R" e acabam falando o "L".
        Abaixo temos um exemplo de um texto em chinês: 
        不知香积寺
        数里入云峰
        古木无人径
        深山何处钟
        泉听咽危石
        日色冷青松
        薄暮空潭曲
        安禅制毒龙
        Pinyin (Romanizado): 
        Bùzhī xiāng jī sì
        shù lǐ rù yún fēng
        gǔmù wú rén jìng
        shēnshān hé chù zhōng
        quán tīng yàn wēi shí
        rì sè lěng qīngsōng
        bómù kōng tán qū
        ān chán zhì dúlóng

        Japonês

        Japonês é um Idioma silábico, composto de apenas 106 silabas, facilmente pronunciadas em nosso português. Os japoneses não tem costume de falar o "L" então eles acabam falando o "R" = Pasuteru de furango. Concluindo assim que a piada de mal gosto funciona apenas com chineses.
        A gramatica japonesa é simples, os verbos tem uma conjugação simples, e as frases costumam terminar com desu, masu, nai, masen, ta, yo, da por causa dessas conjugações.
        A escrita japonesa é dividida em 3 sistemas, o Hiragana que é um silabário de 46 carácteres, usados para escrever palavras em japonês. O Katakana um silabário de 46 carácteres usados para escrever palavras de origem estrangeira ou nome de pessoas. O Kanji que são Ideogramas de origem chinesa que complementa e organiza toda compreensão do Idioma que possui uma quantidade muito pequena de silabas.
        Hiragana: あいうえおかきくけこさしすせそなにぬねのはひふへほまみむめも
        Katakana:アイウエオカキクケコサシスセソナニヌネノハヒフヘホマミムメモ
        Kanji: 人女男犬猫好五自分妹力車天空色山右左
        Abaixo temos um exemplo de um texto em Japonês: 
        鏡に映ったあなたの姿
        それは私の最も美しい詩
        しかしそれはあまりに早く消えてしまう
        それは私の最後の「愛してる」
        Romaji (romanizado): 
        Kagami ni utsutta anata no sugata
        sore wa watashi no mottomo utsukushī uta
        shikashi sore wa amarini hayaku kiete shimau
        sore wa watashi no saigo no `Aishiteru'

        Coreano

        O sistema de escrita coreano é chamado de hangul, que é distinguível pela grande quantidade de formatos circulares e ovais e linhas retas. (exemplo: 안녕하세요).
        O alfabeto coreano é composto por 24 caracteres, cinco consoantes duplas e onze vogais duplas. Em coreano, não há substantivos masculinos ou femininos. Além disso não há artigos, e os verbos também não costumam ser flexíveis.
        Abaixo temos um exemplo de um texto em coreano: 
        담쟁이는 서두르지 않고 앞으로 나간다.
        한 뼘이라도 꼭 여럿이 함께 손을 잡고 올라간다.
        푸르게 절망을 잡고 놓지 않는다.
        저것은 넘을 수 없는 벽이라고 고개를 떨구고 있을 때
        담쟁이 잎 하나는
        담쟁이 잎 수 천 개를 이끌고
        결국 그 벽을 넘는다.
        Hangul (Romanizado):
        damjaeng-ineun seoduleuji anhgo ap-eulo naganda.
        han ppyeom-ilado kkog yeoleos-i hamkke son-eul jabgo ollaganda.
        puleuge jeolmang-eul jabgo nohji anhneunda.
        jeogeos-eun neom-eul su eobsneun byeog-ilago gogaeleul tteolgugo iss-eul ttae
        damjaeng-i ip hananeun
        damjaeng-i ip su cheon gaeleul ikkeulgo
        gyeolgug geu byeog-eul neomneunda.

        Conclusão

        No artigo vimos que as diferenças entre esses 3 idiomas são realmente grandes, são idiomas completamente diferentes, com uma nova gramatica, escrita, pronuncia e etc. E é fácil distinguir a diferença entre cada uma delas.
        O coreano é o mais diferente de todos por possuir uma escrita própria, o japonês também possui muitos caracteres simples e arredondados no meio dos ideogramas, enquanto o chinês é apenas composto com ideogramas complexos.
        Na pronuncia e fala, o japonês é o que mais diferencia de todos os outros, alem de ser fácil compreender e falar por possui silabas que já usamos em nosso português. Enquanto isso o chinês e coreano possui fonemas próprios que mudam as palavras apenas com o tom.
        Para finalizar vamos deixar um vídeo mostrando um dialogo em cada um dos 3 idiomas.

        segunda-feira, 20 de março de 2017

        Aprenda um novo Idioma em 180 dias

        Otávio Bretas criou um livro com o objetivo de ajudar as pessoas a aprender um novo idioma, qualquer idioma em 180 dias. Esse ótimo livro com mais de 80 páginas vai te ajudar a aprender princípios desconhecidos e cruciais para o sucesso no aprendizado de idiomas. Ele ainda pode te ajudar a se tornar um poliglota aprendendo idiomas com facilidade.

        Nesse Livro Digital você vai aprender os erros comuns que impedem as pessoas a aprender um idioma. Vai aprender a estudar com a mentalidade correta e com eficiência, e de forma agradável e rápida. Além disso você vai aprender a falar com outras pessoas, ter boas conversas e não ter vergonha de se expressar em outro idioma. Vai descobrir como aumentar ao máximo seu vocabulário da maneira mais eficiente possível.


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        O ebook - aprenda um novo idioma em 180 dias vai te ensinar como aprender um idioma de forma fácil sem precisar estudar, apenas com a absorção de conteúdos. Além disso o Otávio oferece suporte exclusivo, aulas bônus e um módulo exclusivo de conversação. Vale lembrar que ele também é criador de um curso feito em vídeo aulas ensinando você passo a passo a aprender qualquer idioma, o fórmula do idioma.

        O Livro é dividido em 8 principais etapas: 

        • Introdução.
        • 1º passo - Imersão total.
        • 2º passo - Praticar.
        • 3º passo - Vocabulário.
        • 4º passo - Aprenda por contexto.
        • 5º passo - Siga um recurso.
        Para conhecer mais detalhes sobre esse maravilhoso Ebook você pode acessar esse link. Lembre-se que com sua dedicação e esforço é possível aprender qualquer idioma. O objetivo de nosso site é ensinar os caminhos certos para que você possa estudar da forma correta.
        Fonte: http://aprenderpalavras.com/aprenda-um-novo-idioma-em-180-dias/

        terça-feira, 4 de outubro de 2016

        O Milagre de Anne Sullivan

        O filme The Miracle Worker (sem distribuição no Brasil, produzido para TV em 2000 nos EUA, dirigido por Nadia Tass), retrata a descoberta do processo de comunicação para pessoas com surdo-cegas através de uma de uma "linguagem de toque com dedos e mãos", coisa mesmo para jamais se esquecer na vida, pois nascia ali uma nova realidade para a Humanidade: a descoberta de um método para ensinar cego-surdo-mudo a se comunicar. Link para filme...

        https://youtu.be/9Zqn_pHoni0

        Trata-se de um "remake" de dois filmes sobre o mesmo tema: "The Miracle Worker", produzido em 1962, dirigido por Arthur Penn, distribuído no Brasil com o título O Milagre de Anne Sullivan; e "The Miracle Worker", também produzido para TV em 1979, dirigido por Paul Aaron, que em 1984 teve ainda uma seqüência com o título "Helen Keller, The Miracle Continues".

        Outro filme também sobre esse tema é "Black" (Black - 2005), uma produção da fantástica indústria cinematográfica indiana, dirigido por Sanjay Leela Bhansali, classificado pela IndiaTimes entre os 25 melhores filmes de Bollywood. Link do filme Balck - Legendado. 

        https://youtu.be/y5o6oEOFtaw

        Enobrecedor e comovente, essa inspiradora história de coragem e esperança é um dos melhores trabalhos de arte na história do cinema. Presa em um assustador, solitário mundo de silêncio e escuridão desde a infância, a garota de 7 anos Helen Keller nunca chegou a ver o céu, escutar a voz de sua mãe, ou mesmo expressar seus mais profundos sentimentos.

        É então que chega Anna Sullivan, uma professora de 20 anos de idade, vinda de Boston. Tendo apenas recentemente encontrado um novo caminho para sua vida, Annie consegue entrar em contato com Helen pelo poder do toque a única ferramenta que elas têm em comum, e guia sua corajosa pupila numa milagrosa jornada de medo e isolação para a felicidade e para a luz.


        No Brasil o processo de comunicação para surdos na modalidade gestual é LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Na modalidade tátil (para surdo-cegos) os sinais são aplicados com o toque nas mãos.

        Pessoas surdo-cegas utilizam também o Tadoma, um método de comunicação em que a pessoa coloca o polegar na boca do falante e os dedos ao longo do queixo. Helen Keller usou também uma forma de Tadoma.

        Costuma ser referido como "leitura labial tátil”, que é como a pessoa surdo-cega sente o movimento dos lábios, bem como as vibrações das cordas vocais, soprando das bochechas e do ar quente produzido por sons nasais, como N e M.

        Em alguns casos, principalmente se o falante sabe linguagem gestual, o surdo-cego pode usar o método Tadoma com uma mão, sentindo a face do falante, e ao mesmo tempo pode usar sua outra mão para sentir o falante “assinar” (linguagem de toque com dedos e mãos) as mesmas palavras.

        Dessa forma, os dois métodos se reforçam mutuamente, dando à pessoa surdo-cega uma melhor chance de entender o que a pessoa falante está tentando comunicar.


        Helen Adams Keller (Tuscumbia, 27 de Junho de 1880 - Westport, 1 de Junho de 1968) foi uma escritora, conferencista e ativista social norte-americana. Foi a primeira pessoa surda a conquistar o bacharelado em Artes.

        Tornou-se uma célebre e prolífica escritora, filósofa e conferencista, personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de deficiência.

        Viajou muito e expressava de forma contundente suas convicções. Membro do Socialist Party of America e do Industrial Workers of the World, participou das campanhas pelo voto feminino, direitos trabalhistas, socialismo e outras causas de esquerda. Ela foi introduzida no Alabama Women's Hall of Fame em 1971.

        Em 1902 estreou na literatura publicando sua autobiografia A História da Minha Vida. Depois iniciou a carreira no jornalismo, escrevendo artigos no Ladies Home Journal. A partir de então não parou de escrever. Em 1904 graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, instituição que a agraciou com o prêmio Destaque a Aluno, no aniversário de cinqüenta anos de sua formatura.

        Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a universidade de Harvard e universidades da Escócia, Alemanha, Índia e África do Sul. Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra da França. Foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no Brasil, com a do Tesouro Sagrado, no Japão, dentre outras.

        Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes. Socialista, era filiada ao Partido Socialista da América (SPA), onde desenvolveu uma intensa luta pelo sufrágio universal, ou seja, pelo direito a voto às mulheres, negros, pobres etc. Em 1912 se filiou à Industrial Workers of the World (IWW ou "Os Wobblies"), passando a defender um sindicalismo revolucionário.

        quarta-feira, 31 de agosto de 2016

        3 caras comuns podem aprender francês em 1 semana de trabalho?

        Três caras comuns encararam o desafio de aprender o máximo de francês possível em 1 semana. Infelizmente, tratava-se de uma semana normal de trabalho, e eles tiveram que encaixar os estudos em sua rotina. Leia e descubra como eles conseguiram.

        ESCRITO POR ED M. WOOD
        Como você pode imaginar, a Babbel está cheia de poliglotas. Alguns dias atrás eu estava de bobeira perto da máquina de café enquanto dois colegas estavam batendo papo em Québécois. Ele é britânico e ela alemã. Não fez muito sentido. Por que eles não falaram inglês?
        Esse tipo de comportamento é interessante, mas certamente nem um pouco comum. Trata-se pessoas que dedicaram suas vidas em busca da excelência em idiomas; quando elas não estão trabalhando em uma empresa de aprendizado de idiomas, elas estão estudando linguística na universidade, conversando com amigos dos quatro cantos do mundo, ou complicando a ideia de relaxar no tempo livre lendo livros de gramática só para se divertir. Tal comprometimento é admirável, mas, e o resto de nós? E nós, pessoas comuns, que trabalhamos das 9 às 17, e precisamos de uma dose de cafeína antes mesmo de considerar interagir com outro ser humano? Como podemos aprender uma nova língua?
        Eu tive uma ideia que queria testar, então eu recrutei dois colegas do departamento de marketing, Alberto e Stefano. Alberto é de Cádis, no sul da Espanha, e Stefano vem do sul da Itália. Nossa tarefa era tentar aprender o máximo possível de francês em uma semana. Isso significa encaixar os nossos estudos na rotina de trabalho, explorar oportunidades de ir almoçar com nossos colegas franceses, e preencher bate-papos com comentários extravagantes em francês. E, no fim de semana, cada um de nós teria 2 dias de aulas intensivas com nossas professoras, seguidos de um jantar e um monólogo no qual cada um de nós mostraria nossos avanços. Tudo em francês, claro. O plano era ter a teoria – toda a gramática básica e vocabulário – embaixo da manga até o fim de semana. Nós queríamos poder conversar em francês na noite de domingo. Eu perguntei para as nossas professoras – Marion, Anne e Laure – o que elas achavam desse objetivo. Aqui está o que Marion disse:
        “Eu gosto da ideia do desafio de aprender algo novo em um curto período de tempo. Eu acho que isso pode ajudar a mente a focar e fazer com que você tenha um grande começo. Mas fazer isso durante uma semana normal de trabalho é uma proposta completamente diferente. Eu desejo a vocês o melhor e eu acho que vocês vão fazer um progresso significativo, mas eu não espero muito não."
        Hmm. Nós começamos o desafio assim que acordamos na segunda-feira. Veja como passamos a semana e algumas dicas de coisas que começamos a perceber ao decorrer dos dias, sobre como encaixar de forma eficiente os seus estudos em uma semana corrida de trabalho.

        Dia 1 – Segunda-feira

        Stefano: “A segunda-feira foi dedicada a planejar a semana. Quando você não tem muito tempo, é sempre tentador mergulhar de cabeça, mas você usa o seu tempo inevitavelmente com menos sabedoria se fizer isso. Eu sempre fui um italiano bem falante e me considero um estudante que aprende ao ouvir. Eu nunca aprendi francês, então eu decidi que o meu primeiro passo deveria ser ficar mais familiarizado com a musicalidade da língua. Eu pesquisei algumas rádios francesas que eu poderia ouvir ao acordar e no meu trabalho. Eu também baixei alguns podcasts para o caminho do trabalho e identifiquei com quais cursos da Babbel eu gostaria de começar."
        Ed: “Eu concordo plenamente com o Stefano – planejar é fundamental. Infelizmente, eu não sou o estudante mais disciplinado, mas tenho muita motivação. E assim, eu com frequência não resisto à tentação de mergulhar de cabeça, como ele falou. Entretanto, arrumei um jeito de compensar essa falta de disciplina. Eu tenho o tedioso hábito de checar o meu telefone ao acordar. Eu vejo as últimas imagens do Instagram de pessoas conhecidas e desconhecidas que eu sigo, olho e-mails e me atualizo com as notícias das últimas 24 horas. Depois de meia hora disso, eu normalmente me sinto acordado o suficiente para tomar café da manhã. Eu decidi alterar a minha rotina nesta semana, acordar meia hora mais cedo que o normal para usar o curso da Babbel no meu celular por 60 – 90 minutos. Eu pensei que isso seria uma mudança pequena que não precisaria de disciplina nenhuma para fazer. Perfeito!"
        Alberto: “Eu tenho um cachorro que exige uma caminhada toda manhã, então eu não tenho o luxo de ficar na cama por mais meia hora. Eu planejei integrar um pouco de estudo em minha caminhada, sentado no banco por 20 minutos e fazendo algumas lições. O Ed focou bastante na gramática e em construir suas próprias sentenças. Eu queria fazer coisas bem básicas – cumprimentos, banalidades, coisas do tipo – e então focar em um grupo de frases e expressões idiomáticas para situações específicas. Eu pensei que isso me daria uma vantagem no jantar no fim de semana."

        Dia 2 - Terça-feira

        Stefano: “Eu acordei ouvindo uma rádio francesa, fiquei pronto para ir trabalhar e zarpei na minha bicicleta. O meu primeiro podcast me ensinou os números, até a hora que eu cheguei no trabalho eu aprendi de 1 até 100. Eu acho importante determinar como estudar sua nova língua baseado em suas preferências, mas também no que é viável para a situação; os podcasts se tornaram uma parte importante da minha rotina matinal. Eu sento perto de uma colega francesa, então eu comecei a conversar em francês com ela tanto no computador como verbalmente. Nós dois temos um lado ligeiramente malicioso, então eu aprendi algumas expressões coloquiais…"
        Ed: “O meu alarme me acordou às 7h em ponto, e eu peguei o meu celular como um robô. Demorou alguns minutos, depois de uma olhada com os olhos ainda embaçados, até que eu estivesse completamente consciente. Eu passei pelo curso do verbo être (ser) e então dos verbos modais. Eu amo verbos modais. Se você pode conjugar poder e dever, e ter alguns verbos básicos no infinitivo debaixo da manga, você pode começar a formar sentenças relativamente complexas bem rápido. Depois de 30 minutos eu pude conjugar pouvoir, devoir e vouloir no tempo presente. Com os meus 30 minutos restantes eu aprendi uns 20 verbos comuns. Eu então fiz uma conversa inanimada, esquizofrênica, comigo mesmo enquanto eu me preparava para ir ao trabalho:
        Eu 1: “Oui oui, je peux parler français."
        Eu 2: “Ah, très bien, je veux apprendre le français aussi."
        Eu 1: “C’est bien, mais tu dois beaucoup étudier."
        Eu 2: “Oui oui, c’est vrai."
        Falando em 1 semana? Que nada! Eu estava falando em apenas uma manhã!"

        Dia 3 – Quarta-feira

        Alberto: “Eu tenho que admitir que estava me esforçando bastante à esta altura. O trabalho acabou ficando mais estressante do que eu esperava, e eu tive tempo para estudar no meu telefone apenas antes do trabalho e um pouco durante meu intervalo do almoço. Eu estava tão cansado quando chegava em casa que não conseguia nem abrir a boca, quanto mais um livro. Eu também senti que eu não conseguia me desconectar mentalmente do trabalho para me conectar totalmente nos estudos. Eu estava vivendo para o fim de semana."
        Ed: “Eu estava vivendo bem feliz em um universo paralelo, pensando alto e convencido que minha vitória viria no domingo. A única razão pela qual eu me contive de me vangloriar foi o olhar ‘eu vou matar você’ do Alberto. Eu me encontrei com a Anne, minha futura professora, para um café no começo da tarde. Eu estava um pouco nervoso – essa foi a primeira conversa propriamente dita com um nativo (e na verdade, a primeira que não foi comigo mesmo) –, mas ela correu sem dificuldades e serviu como uma enorme motivação. Eu estudei diferentes tempos de todos os deliciosos verbos modais, enchi o meu vocabulário de substantivos úteis, memorizei as conjunções e preposições mais comuns, e comecei a adicionar adjetivos de emoções e sentimentos: J’étais très satisfait de mon français."

        Dia 4 – Quinta-feira

        Stefano: “Uma de nossas queridas colegas teve a sua festa de despedida ontem à noite. Nós meio que fizemos um pacto de não ficar muito tempo lá. Infelizmente, esse pacto durou exatamente o tempo da primeira cerveja. Só o Alberto conseguiu se retirar da festança em um horário razoável. Ed apareceu hoje como um zumbi, então eu não acho que ele tenha feito algum progresso essa manhã. Dito isso, nós encurralamos nossos pobres colegas franceses ontem – por volta da meia-noite eu estava convencido de que era fluente em francês. Duas coisas que eu aprendi: é importante relaxar de vez em quando (só não tanto), e os franceses podem ser bem pacientes."

        Dia 5 – Sexta-feira

        Alberto: “Os últimos dias da última semana foram menos intensos, o que me deu tempo para fixar nos cursos e tópicos do meu interesse. Eu estudei bastante o vocabulário relacionado à comida que eu vou precisar para o jantar. Eu até me empolguei e agora me considero algo como um especialista em palavras francesas para ervas. Eu me sinto melhor preparado para o curso intensivo deste fim de semana."
        Ed: “Quinta-feira foi algo como uma pausa improvisada para mim, mas hoje eu voltei com tudo. Eu fui almoçar com uma amiga francesa da minha época da universidade e nós falamos quase todo o tempo em francês. Foi difícil – lá pelo final o meu cérebro estava frito como a gallette que a gente comeu – mas foi muito bom ver o quão impressionada ela ficou. Foi também um pouco estranho me comunicar com ela em francês sendo que nós nos comunicamos exclusivamente em inglês desde que nos conhecemos há seis anos. Eu tenho que admitir que são esses momentos que me estimulam. Que venha o fim de semana!"

        Dia 6 – Sábado

        Stefano: “Eu não tenho certeza se a palavra fim de semana é realmente apropriada; em muitas maneiras isso se parece com o começo. Nós tivemos que consolidar tudo que aprendemos e realmente começar a usar isso. Cada um de nós teve uma sala de aula adjacente ao outro. Se você ficasse quieto, poderia ouvir os sussurros em francês com o forte sotaque inglês e espanhol. Nós revisamos bastante o que eu estudei e Laure, minha professora, adaptou a aula ao meu estilo favorito de aprendizagem, portanto teve muita conversa, risadas e cartões coloridos com dicas."
        Alberto: “Deu um pouco de branco quando eu entrei na sala de aula. Eu me senti como se tivesse começado a aprender 1 minuto atrás. Marion, minha professora, também preparou a aula de acordo com as minhas necessidades e pedidos, e nós começamos a florear o vocabulário de comida com verbos chave no passado, presente e futuro, para que eu fosse capaz de descrever o que nós estávamos fazendo para o jantar. Eu acho que começar com essas áreas da língua que são mais concretas, tangíveis, faz com que as coisas fiquem bem mais simples do que quando você começa com conceitos abstratos (essa é a abordagem do Ed)."

        Dia 7 - Domingo

        Ed: “Ontem foi realmente divertido. Nós começamos por volta das 11, e foi um alívio saber que não teríamos mais que moldar os nossos estudos de acordo com as nossas horas de trabalho. Hoje foi um pouco diferente. Existiu definitivamente uma pressão em relação ao tempo, e também a preocupação de que nós estávamos prestes a nos fazer de bobos no jantar. Essa preocupação foi rapidamente dissipada pela desenvoltura da minha professora, Anne, e pelo fato de que eu estava falando fluidamente, se não fluentemente. Nós fomos muito mais longe do que eu esperava, conseguindo nos aventurar na área de dar opiniões. Para mim, essa é a hora que realmente falar um novo idioma se torna mais interessante: quando você pode com confiança dizer que você se expressa em uma língua estrangeira. Quando a hora do jantar chegou, eu estava mais preocupado em preparar o mousse de chocolate do que em falar francês."
        Stefano: “Eu era um italiano em um supermercado alemão fingindo ser um francês. Depois que compramos toda a comida fomos para a casa do Ed para fazer o jantar. Ele e a Anne já estavam falando em francês e fazendo o mousse quando chegamos. Uma vez que Laure e eu preparamos a quiche, nós separamos um pouco de tempo para jogar um jogo de adivinhar. Foi engraçado ver que a abordagem de cada um forneceu diferentes vantagens para nós dentro do contexto do jogo; Alberto sabia de todo o vocabulário relacionado à comida com o qual nós fomos testados, enquanto Ed arrasou nas descrições. Eu caí em um lugar entre os dois, mas fui bem mais capaz de soltar uma expressão estranha coloquial toda vez que eu acertava."
        Alberto: “Quando nos sentamos para comer, acho que todos nós percebemos que não seria fácil fazer a conversa engrenar. Seria ok em uma sala de aula, quando a conversa é um a um, mas tentar construir uma frase com três falantes nativos na mesa depois de uma semana foi muito difícil. Nós 3 ouvimos com atenção e todos declaramos entender a grande maioria das coisas que ouvimos. Isso por si só já foi uma conquista, mas não o resultado que procurávamos. Nós bebemos muito vinho, falamos muitas banalidades e elogiamos os chefs, mas falhamos ao debater méritos de laicismo. Na próxima semana, talvez."

        Conclusão

        Como o Alberto mencionou, o jantar foi muito divertido, mas foi difícil estabelecer uma conversação. Após o jantar, nós todos sentamos e falamos sobre o decorrer da semana. Isso nos deu liberdade e tempo de realmente mostrar o que aprendemos. Nossos sotaques ficaram de qualquer jeito, mas eu fiquei extremamente impressionado com a quantidade de progresso que todos fizemos em um curto período de tempo. Depois de 7 dias, nós pudemos compreender muito do que ouvimos e nos expressar em conversas 1 a 1. Je suis satisfait.