quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dicionários de Língua de Sinais pelo Mundo

Dicionários de Língua de Sinais pelo Mundo

Uma língua de sinais (português brasileiro) ou língua gestual (português europeu) é uma língua que se utiliza de gestossinais e expressões faciais e corporais, em vez de sons na comunicação. As línguas de sinais são de aquisição visual e produção espacial e motora. São as línguas naturais de cada comunidade de Surdos, ao redor do globo. Há no mundo muitas línguas de sinais usadas como forma de comunicação entre pessoas surdas ou com problemas auditivos. Muitas delas receberam oficial em vários países.

As Línguas de Sinais no Mundo
Assim como entre os idiomas falados, é grande a variedade de línguas de sinais ao redor do mundo.
Muitos linguistas se dedicaram a estudar diferentes línguas gestuais, concluindo que estas apresentavam diferenças consideráveis entre si. Deve-se levar em conta que diferenças culturais são determinantes nos modos de representação do mundo. Assim, os surdos sentem as mesmas dificuldades que os ouvintes quando necessitam comunicar com outros que utilizam uma língua diferente.
Cada país tem a sua própria língua gestual. Tomando como exemplo alguns países lusófonos, vemos que utilizam diferentes línguas de sinais: no Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), em Portugal existe a Língua Gestual Portuguesa (LGP), em Angola existe a Língua de Sinais Angolana (LAS), em Moçambique existe a Língua de Sinais Moçambicana (LMS).
Além disso, da mesma forma que acontece nas línguas faladas oralmente, existem variações linguísticas dentro da própria língua de sinais, isto é, regionalismos e/ou sotaques. Essas variações se devem a ligeiras diferenças culturais e influências diversas no sistema de ensino do país, por exemplo. Há, inclusive, uma língua de sinais pretensamente universal, análoga ao Esperanto, conhecida como Gestuno, que é usada em convenções e competições internacionais.
Não se sabe quando as línguas de sinais se iniciaram, mas sua origem remonta possivelmente à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais. Uma pista interessante para esta possibilidade das línguas de sinais terem se desenvolvido primeiro que as línguas orais é o fato que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório. As línguas de sinais são criações espontâneas do ser humano e se aprimoram exatamente da mesma forma que as línguas orais. Nenhuma língua é superior ou inferior a outra, cada língua se desenvolve e expande na medida da necessidade de seus usuários.
Também é comum aos ouvintes pressupor que as línguas de sinais sejam versões sinalizadas das línguas orais; por exemplo, muitos acreditam que a LIBRAS é a versão sinalizada do português; que a Língua de Sinais Americana é a versão sinalizada do inglês; que a Língua de Sinais Japonesa é a versão sinalizada do japonês; e assim por diante. No entanto, embora haja semelhanças ou aspectos comum entre as línguas de sinais, devido a um certo contágio linguístico, as línguas de sinais são autônomas, não derivando das orais e possuindo peculiaridades que as distinguem umas das outras e das línguas orais.
A língua de sinais é tão natural e tão complexa quanto as línguas orais, dispondo de recursos expressivos suficientes para permitir aos seus usuários expressar-se sobre qualquer assunto, em qualquer situação, domínio do conhecimento e esfera de atividade. Mais importante, ainda: é uma língua adaptada à capacidade de expressão dos surdos.
Características próprias das línguas de sinais
Kyle e Woll apontam algumas propriedades exclusivas das línguas de sinais, tais como o uso de gestos simultâneos, o uso do espaço e a organização e ordem que daí resultam. Assim, as línguas de sinais possuem uma modalidade de produção motora (mãos, face e corpo) e uma modalidade de percepção visual.
Embora existam aspectos universais, pelos quais se regem todas as línguas de sinais, a comunicação gestual dos Surdos não é universal. As línguas de sinais, assim como as orais, pertencem às comunidades onde são usadas, tendo apresentando diferenças consideráveis entre as determinadas línguas.
As línguas de sinais não seguem a ordem e estrutura frásicas das línguas orais, assim o importante não é colocar um sinal atrás do outro, como se faz nas línguas orais (uma palavra após a outra). O importante em sinais é representar a informação, reconstruir o conteúdo visual da informação, pois os surdos lidam com memória visual. As línguas de sinais possuem sua gramática própria, assim como as línguas orais possuem as suas, sendo elas totalmente independentes.

Língua de sinais britânicos
http://www.britishsignlanguage.com/words/list.php?id=10
Língua brasileira de sinais
http://www.acessobrasil.org.br/libras/
Língua de sinais americana
http://www.aslpro.com/
Língua de sinais chinesa
http://www.chinalrbk.com/manage/index.html
Língua de sinais Indonésio
http://web.archive.org/web/20071226004233/www.michaelszczepanski.de/indonesien.htm

Banco de dados na língua de sinais pelo mundo 
http://www.signbank.org/signpuddle/index3.html#sgn-BR



Língua de Sinais Bengali - Bengali(Bangla) Sign Language

Língua de Sinais Bengali - Bengali(Bangla) Sign Language

As línguas de sinais da Índia variam de acordo com os grupos sociais que as utilizam. Hindus e muçulmanos por exemplo não se misturam e por isso usam dialetos diferentes da mesma língua. A maioria delas são influenciadas pela língua de sinais americana ou pela língua de sinais britânica. Neste ponto, encontramos um facilitador pois a língua de sinais brasileira é influenciada pela francesa, assim como a americana, portanto existe muitas semelhanças que podem facilitar no aprendizado. Por outro lado, convivência com surdos ingleses pode-se aprender um pouco da língua britânica, felizmente, muitos sinais podem fazem sentido para quem está aprendendo, outros no entanto são totalmente novos.

A língua Bengali no entanto (usada na comunidade bengalis a utilizam com pequenas diferenças) é menos favorecida na internet, ou seja, não existe muito material para aprender pois neste país ainda predomina a filosofia do oralismo, desde o famoso congresso de Milão de 1880. Em meados de 1980 o século oralista teve fim em muitos países, mas em Bangladesh porém, ainda não acabou. Neste país as escolas ainda são oralistas e os surdos usam sinais somente nos corredores ou banheiros, não em sala de aula!

Os alfabetos Bengali acima foi montado de acordo com o que tem sido repassado em alguns sites, a finalidade é de ensinar aos surdos que não sabem ler ou escrever, a comunicasse entre si. Não é a mesma datilologia de Delhi ou do sul da Índia. Parece complicado? Sim, somente um pouco complicado.



Como Eu Aprendi Alemão, Francês e Outros 4 Idiomas

Como Eu Aprendi Alemão, Francês e Outros 4 Idiomas

Essa é uma questão pertinente e a resposta virá em forma de alguns números incontestáveis.

ESCRITO POR JOHN-ERIK JORDAN
A pergunta mais frequente depois do monólogo em 9 idiomas de Matthew Youlden tem sido, “Impressionante, mas e daí? Vale realmente a pena saber mais de um idioma?” Essa é uma questão pertinente e a resposta virá em forma de alguns números incontestáveis.

Dinheiro, isso é o que eu quero

Freakonomics podcast fez, recentemente, essa mesma pergunta, especialmente com o objetivo de calcular o retorno do investimento feito no aprendizado de um segundo idioma. A premissa desse podcast teve algumas falhas. Isto porque, tentar quantificar o benefício de um segundo idioma utilizando termos estritamente econômicos é o mesmo que tentar determinar o sabor de um hamburger através da contagem das suas calorias. Mas vamos dar uma chance a essa análise. O que eles encontraram? De acordo com a equipe da Freakonomics, aprender um outro idioma irá aumentar o seu salário em somente 2%. Assim, se você ganha U$30.000 por ano, isso corresponderia somente a 600 dólares a mais! Como isso poderia pagar e fazer valer as incontáveis horas de estudo?!
A conclusão da Freakonomics veio abaixo ao ser feita uma análise mais rigorosa que mostrou que, mesmo em termos estritamente econômicos, o retorno do investimento é bem, mas bem maior. Logo, se considerarmos o aumento de salário de 2% como valor real e combinarmos todos os fatores como o fato do salário médio inicial de uma pessoa com ensino superior ser de 45,000 dólares (por ano), o aumento salarial de 1% ao ano e de 2% de retorno real por um período de mais de 40 anos, acabaríamos com um valor 67 mil dólares extras na época da aposentadoria. É claro, ainda se trata de apenas 2%, em média. Para quem fala alemão, o retorno calculado foi de 3,8% (que corresponde a U$ 128.000 até a aposentadoria).

Lei da oferta e procura

Para uma visão mais completa sobre como falar idiomas estrangeiros pode valer a pena, nós perguntamos nosso amigo Rob, que descobriu, através das suas habilidades idiomáticas, um nicho bastante lucrativo. Ele tem uma carreira excitante e um currículo internacional nas costas graças ao conhecimento e domínio de múltiplos idiomas.
De todos os idiomas que Rob fala, ele descobriu que o seu maior trunfo, de longe, tem sido o holândes - um idioma não muito popular de ser aprendido. E quais seriam as duas maiores razões para não aprender esse idioma? Há apenas 23 milhões de falantes nativos do holandês e a maioria deles fala também, e muito bem, o inglês. Assim, por que aprender um idioma como o holandês quando poderíamos abrir as portas para um mundo de 955 milhões de falantes do mandarim, 405 milhões falantes nativos do espanhol ou 295 milhões de falantes nativos do árabe? Porque embora o holandês seja falado somente por 0.32% da população mundial, os holandeses são responsáveis por 1,3% do PIB mundial. Ser um dos poucos estrangeiros que sabe esse idioma tornou Rob extremamente valioso para o mercado internacional. Mesmo que os seus colegas possam falar sua língua quase perfeitamente, a lacuna de 1% tornou-se o seu nicho - um nicho que somente um estrangeiro poderia aproveitar.

Mas dinheiro não é tudo, não é mesmo?

Caso você esteja pensando que nós medimos o valor de um idioma estrangeiro somente em cifrões, saiba que não nos esquecemos dos valores que o conhecimento de idiomas agrega às nossas vidas, e não somente aos nossos bolsos. Afinal, o que significa ser realmente rico?Como Rob expôs, são os amigos, as viagens e as experiências que realmente enriqueceram sua vida. E o dinheiro? Bem, este tem sido um efeito colateral muito bem vindo por ele ter seguido a sua paixão.

Traduzido por: Pedro Werneck

Os nossos 5 erros mais embaraçosos em idiomas estrangeiros

Os nossos 5 erros mais embaraçosos em idiomas estrangeiros

Como língua é um fenômeno social, uma boa maneira para aprender uma nova é interagir com outras pessoas.

ESCRITO POR MOLLIE HOSMER-DILLARD
Da primeira vez que eu aterrizei em Berlim, Alemanha, eu não falava uma palavra de alemão. Ou melhor, eu falava umas seis palavras. Eu cheguei com uma lista pequena de vocábulos que meu primo adolescente me deu, anotações das aulas de alemão da escola com algumas palavras úteis como “Sumpfmonster” (monstro do pântano) e “Zombie-Angriffen” (ataques de zumbis).
Mas eu comecei logo a aprender com a ajuda de vários bons livros de idiomas de uma livraria, de uma fita de áudio e de um caderno de exercícios. E, claro, de todo alemão com quem eu entrei em contato.
Como língua é um fenômeno social, uma boa maneira para aprender uma nova é interagir com outras pessoas. Nos meus primeiros dias em Berlim, eu memorizei um pequeno discurso sobre mim mesma e fiquei surpresa como ele foi útil em situações onde eu conheci pessoas pela primeira vez. Eu podia recitá-lo de diferentes trechos muito bem: de onde eu era, porque eu vim a Berlim, o que exatamente eu estava fazendo aqui (mesmo que esta última questão fosse mais existencial do que gramatical). Eu adorava essas conversas. Era como se eu tivesse criado um alicerce sólido para minha ponte. Mas depois de me perguntarem essas duas ou três coisas iniciais, os falantes de alemão queriam ir mais além e se aventuravam a falar de outros temas - aí, eu logo estava fora do meu terreno e me dei conta de que as ondas do mar estavam corroendo os alicerces da minha ponte. Era como se eu dissesse: “Não, pare por aí! Podemos continuar falando de porque eu vim a Berlim, de porque você veio a Berlim ou talvez eu possa perguntar para você que horas são“.
Como língua é um fenômeno social, uma boa maneira para aprender uma nova é interagir com outras pessoas.
Eu continuei estudando. Quando eu alcancei um leque básico de expressões, eu comecei a tentar falar alemão com a maior frequência possível. De repente, eu me dei conta da enorme diferença entre repetir palavras e frases no seu quarto e empregá-las em uma conversa, envolvendo um outro ser humano: certamente, você vai cometer erros. Erros grosseiros. E as outras pessoas vão notá-los. Você começa a imaginar os momentos intensamente desagradáveis antes de começar a falar. Você tem que se concentrar, engolir o orgulho, se conscientizar de que você vai cometer erros gramaticais muito simples, não importa o que você diga, e que, inevitavelmente, você vai falar como um neandertal. O tempo transcorre a passos de tartaruga e você começa um diálogo consigo mesmo:
“Fale, tente! Diga ‘Danke für Ihre Hilfe.’” “Mas eu não lembro se está certo, e além do mais, eu ainda não sei direito a pronúncia do o ü!” “Mas e daí, o caixa está esperando.” “Ah, eu vou falar igual a um idiota! Ok”
“Danke…fer…Hilfe.”
Erros como este desaparecem rapidamente com a prática da conversação, mas há vários tipos de erros, incluindo aqueles maravilhosos que você não tem como evitar e que não podiam ser mais hilários para os falantes nativos.
"Erros como este desaparecem rapidamente com a prática da conversação."
Por exemplo, eu dei aulas de inglês enquanto morava em Berlim, e uma vez eu tive que ligar para uma aluna no trabalho dela para confirmar o horário de nossa aula. Quando a recepcionista atendeu, eu me atrapalhei para encontrar as palavras certas e pedir para falar com a Maria no ramal 234.
  • “Guten Morgen”(Bom dia) – até aí, tudo bem
  • “Hier ist Mollie” (Aqui é a Mollie) – maravilha
  • “Darf ich mit Maria sprechen?” (Posso falar com a Maria?) – uau, eu consegui! Eu disse primeiro o verbo auxiliar e não disse o segundo verbo no infinitivo até chegar o fim da frase!
Eu fiquei tão emocionada que quis ir logo para a pergunta do milhão: “ramal"- como se diz mesmo isso? Ah é!
  • “Durchfall 234.”
Eu ouvi um silêncio estranho e um pigarrear do outro lado da linha antes de ser passada para Maria. Eu não pensei mais nisso até algumas semanas mais tarde, quando eu estava dando uma aula de inglês para negócios a um grupo de mulheres muito simpáticas e bem-humoradas que trabalhavam com médicos americanos. Uma delas leu um texto em voz alta em inglês e perguntou o que significava a palavra “extensión” (ramal). Como ela não entendeu minha explicação em inglês, eu disse a palavra em alemão:
  • Significa “Durchfall”. – De imediato, as cinco mulheres começaram a dar gargalhadas.
  • “Durchwahl! Você quer dizer “Durchwahl!” – falou uma delas.
Para quem estuda línguas, atenção: a simples troca de uma consoante pode acarretar graves consequências. Durchwahl significa ramal e Durchfall significa diarreia.
A partir desses poucos exemplos, deve ficar claro que antes de você aprender a falar com facilidade, você passa um bom tempo por situações com diferentes graus de constrangimento. Além da profunda vergonha que você sente nesses momentos ruins, existe também uma profunda frustração por não ser capaz de mostrar sua inteligência e de apresentar as dificuldades de sua própria experiência. Muitos acreditam assumir diferentes personalidades quando falam em outras línguas, ou seja, as pessoas têm um senso de humor diferente quando falam em uma língua em que não estão acostumados a falar e que não dominam. Nós não nos damos conta de como essas ferramentas são úteis e confortantes na hora de fazer amigos e de alcançar os objetivos no mundo, até que não as possuímos mais.
"Para quem estuda línguas, atenção: a simples troca de uma consoante pode acarretar graves consequências. Durchwahl significa ramal e Durchfall significa diarreia."
Em suma, algumas outras experiências tanto podem nos retratar de forma totalmente equivocada, como também nos tornar adultos maduros. Pode soar assustador, mas o processo dolorido também é acompanhado de algo belo: uma das consequências deste período de inabilidade linguística é que aprendemos a ser mais humildes. Quando começamos a aprender um segundo idioma, encaramos nossa língua materna de forma diferente: de repente, nós percebemos e agradecemos o pouco esforço que necessitamos para aprendê-la. Eu até acho que quando se aprende uma outra língua, também se muda a voz; ela possui uma certa leveza e graça quando se volta a falar na língua materna. Adquire-se mais segurança de si e um grau de conhecimento mais amplo, no qual sua língua materna não é a única importante.

Como atender o telefone em diferentes idiomas

Como atender o telefone em diferentes idiomas

Nós listamos saudações ao telefone nos 14 idiomas ensinados pela Babbel e incluímos a palavra que designa o som do toque do telefone em todos esse idiomas.

ESCRITO POR JOHN-ERIK JORDAN
Dizer “Alô?” quando atendemos o telefone é, antes de tudo, uma espécie de reflexo, mas por que essa palavra e não uma outra, e por que muitos idiomas utilizam uma versão do “hello” do inglês para saudar as pessoas ao telefone? Se você acha que as pessoas simplesmente decidiram responder o telefone da mesma forma que elas se cumprimentam, você, na verdade, entendeu essa história ao contrário. Isso mesmo, “hello” já era uma saudação para atender o telefone antes de virar uma saudação comum no dia a dia.
Quando o telefone ainda era apenas uma invenção surgiu um debate furioso sobre o que as pessoas deveriam dizer quando tirassem o fone do gancho. Alexander Graham Bell, que patenteou seu design para o telefone em 1876, esperava que as pessoas dissessem “Ahoy!” (uma saudação de marinheiros) quando elas atendessem o telefone. Isso soou, contudo, um pouquinho “náutico” demais para o gosto de alguns dos primeiros adeptos do telefone e nunca pegou. Em 1877 Thomas Edison sugeriu a palavra que finalmente entrou para a história, sendo que, naquele tempo, “hello” (ou “hullo”) não significava “oi” ou “olá”. “Hello” era muito mais uma palavra usada para chamar a atenção, como, “Alô! Aqui!”. No entanto, depois que as primeiras listas telefônicas padronizaram o emprego da palavra em seu manual “como fazer”, ela tornou-se a saudação padrão para atender o telefone ou simplesmente dizer “oi”.
Assim, a palavra “hello” ficou internacionalmente associada ao ato de atender o telefone, tanto que muitos idiomas utilizam um derivado dela. Nós listamos saudações ao telefone nos 14 idiomas ensinados pela Babbel e incluímos a palavra que designa o som do toque do telefone em todos esse idiomas. Agradecemos a James Chapman, um dedicado ilustrador de onomatopeias.
Inglês – Hello? som do telefone – ring ring
Italiano – Pronto? som do telefone – drin drin
Turco – Alo? som do telefone –zir zir
Polonês – Tak, słucham? som do telefone – dzyń dzyń
Indonésio – Halo? som do telefone – kring kring
Russo – Алло? som do telefone – дзынь
Francês – Allô ? som do telefone – dring dring
Alemão – Hallo? som do telefone – klingeling
Espanhol – ¿Diga? som do telefone – rin rin
Português – Alô? som do telefone – trim trim
Dinamarquês – Det’ + name som do telefone – dingeling
Norueguês – Hallo som do telefone – ring ring
Sueco – Hallå? som do telefone – ring ring
Holandês – Met + name som do telefone – tring tring
E como as primeiras listas telefônicas aconselhavam as pessoas a terminarem seus telefonemas? Com um simples, “Isso é tudo”.

7 dicas para aprender qualquer língua na sua cidade (em 1 semana)

7 dicas para aprender qualquer língua na sua cidade (em 1 semana)

Você realmente tem que viajar para outro país para aprender um novo idioma? Os gêmeos, fluentes em 10 línguas, aceitaram o desafio de aprender uma nova língua em uma semana em Berlim, a cidade na qual residem. O que podemos aprender com como eles aprenderam?

ESCRITO POR ED M. WOOD
O que é possível em uma semana? Se você dedicasse sete dias para conquistar um objetivo, quão ambicioso poderia ser esse objetivo? Essas foram as perguntas que os gêmeos multilíngues Matthew e Michael Youlden fizeram a si mesmos, quando decidiram aprender turco em uma semana. Eles tentariam ficar livres de distrações e das responsabilidades do dia a dia, para inserir oito horas de estudo em sua rotina diária. Aqui estão as sete coisas que descobri observando alguns dos mais capazes aprendizes de línguas do mundo em ação.

1. Saiba o porquê

Lição aprendida: Defina claramente o seu objetivo já no começo e então construa a sua rota em direção à conquista do seu objetivo.
Os gêmeos definiram esse desafio de aprender uma língua em uma semana com o objetivo de voltar à ativa, e então foi apenas uma questão de decidir qual língua aprender. Turco pareceu uma opção natural; existem cerca de 300.000 falantes de turco na capital alemã. Os bairros de Kreuzberg e Neukölln estão repletos de lojas com nomes em turco. Para entender realmente como esses ambientes funcionam é necessário primeiro entender turco.

2. Para colar na cabeça

Lição aprendida: Desde o começo, mapeie e coloque etiquetas na nova língua em toda sua casa. Você vai construir e reforçar associações de uma forma passiva, enquanto vive normalmente a sua rotina.
O primeiro passo no processo de aprendizado dos gêmeos foi decorar o apartamento inteiro com post-its. Isso teve quase que um tom de cerimônia, ao passo que os gêmeos mergulharam de cabeça em dicionários e colocaram os nomes com o seu correspondente em turco em simplesmente tudo. Em cerca de uma hora ficou impossível fazer qualquer tarefa doméstica, seja passar um café ou apenas acender uma luz sem antes ver pelo menos três palavras diferentes para essa ação.

3. Ache um parceiro

Lição aprendida: Existem poucas motivações melhores do que um companheiro com o mesmo objetivo. Não importa se você está motivado pela competição ou pelo senso de mútua responsabilidade, a mera presença de um parceiro no aprendizado provavelmente vai exercer a quantidade certa de pressão para manter você firme na linha.
A importância da presença do outro gêmeo ficou imediatamente aparente à medida que Matthew e Michael delegaram responsabilidades para decorar os quartos com os post-its. Esta simples tarefa ganhou mais importância através de pequenos testes que eles faziam um com o outro. Algo que também ajudou muito foi o fato de que eles dividiram o seu dia de formas diferentes e estudaram temas diferentes, o que significa que cada um deles se tornou a fonte de conhecimento do outro; como você diz isso de novo? Surpreendentemente, sempre havia uma resposta pronta. O momento mais extraordinário aconteceu no fim da semana, quando os gêmeos simplesmente passaram a conversarem turco, perguntando um ao outro se queriam chá ou café, se estavam prontos para fazer o jantar ou quando sairiam de casa na manhã seguinte.

4. Tenha minimotivações

Lição aprendida: Você precisa de pontos de referência no caminho do seu objetivo. Esses pontos podem ser pequenos desafios, interações na vida real nessa língua, por exemplo, que forcem você a preparar um pouco mais de vocabulário sobre um tema para dominá-lo. A gratificação que virá após a realização dessas pequenas tarefas vai servir de incentivo para você alcançar voos ainda mais altos.
Matthew e Michael tiveram diversos pequenos desafios durante a semana. No primeiro dia, um amigo turco os visitou e os cumprimentou em turco, e ainda elogiou a rapidez com que eles conseguiram entender as primeiras palavras e frases. Eles então aprenderam os nomes das frutas e os numerais de 1 até 1 bilhão, para que pudessem ir ao mercado turco em Kreuzberg (embora eles quase tenham comprado novecentas mil laranjas, tudo deu certo). Exibindo a sua conquista após seu primeiro intercâmbio funcional em turco, eles irradiaram orgulho e um senso de realização palpável antes de voltar para casa e estudar ainda mais.

5. Devore a língua

Lição aprendida: Ache um jeito de conectar tudo o que você faz com o seu aprendizado. Tenha ao seu redor tudo que lembra a língua, comida, filmes e música, para que até mesmo no seu tempo livre venha primeiramente à sua cabeça a língua, e quem sabe, você possa se interessar ainda mais por outras áreas e ter muito mais motivação.
Em nossa segunda visita ao apartamento dos irmãos, 24 horas depois que a semana começou, nós os encontramos separando algumas dúzias de quitutes turcos. Como crianças lendo a caixa de cereais antes de ir para escola, as informações nutricionais, as várias ofertas especiais e competidores nas embalagens foram analisadas durante os intervalos do lanche. Não existiu um momento de total afastamento do processo de aprendizado durante as oito horas que os gêmeos se comprometeram a aprender. A intensidade baixou e aumentou, mas nunca se dissipou completamente.

6. Use o que você já sabe

Lição aprendida: Quanto mais profundo o processo, mais provável que a informação seja lembrada. Procure ter prazer em fazer paralelos e comparações entre a(s) língua(s) que você já sabe e a sua nova língua.
Um dos gêmeos sempre falava “Ah, isso parece com …!” Eles estavam constantemente usando o seu conhecimento já existente para apoiar o seu conhecimento em turco. Isso não só deu luz à diversas trocas em relação à etimologia de várias palavras, como também assegurou que novas palavras não fossem esquecidas, uma vez que já estavam na sua rede de associações. Mesmo que você esteja aprendendo apenas uma segunda língua, você com certeza vai se deparar com palavras que têm origens semelhantes a outras em sua língua nativa.

7. Variação é o tempero da vida

Lição aprendida: Você tem sua meta planejada e uma ideia dos seus métodos favoritos, mas lembre-se de tentar coisas novas; sua nova língua oferece várias fontes de aprendizado.
Os gêmeos passaram muito tempo mergulhados em livros ou em seus computadores e apps, lendo e relendo exercícios ferozmente, mas em outros momentos eles estavam procurando por rádios turcas ou descrições de jogos de futebol turcos na web. Não existe um método fixo para aprender uma língua, ou uma ferramenta ou professor que vai entregar a você o cálice sagrado da fluência. Um idioma é escrito, falado, lido e ouvido. Cada uma dessas áreas é considerada uma habilidade fundamental em si, nas quais existem inúmeras possibilidades de conhecimento; você se restringiria a apenas uma na sua língua nativa? Há pessoas que vão para suas aulas semanais para conversar com o seu professor, mas raramente têm qualquer contato com outros nativos da língua ou alguma mídia no idioma em questão. Tente algo novo todos os dias. Ouça uma música cafona, leia um artigo de jornal que tenha uma visão política diferente da sua, escreva uma história para crianças, experimente um teatro improvisado e converse com você mesmo enquanto cozinha. Apimente mais o seu aprendizado!
traduzido por Sarah Luisa Santos

Nomes estranhos e divertidos de animais em alemão

Nomes estranhos e divertidos de animais em alemão

ESCRITO POR JOHN-ERIK JORDAN

O idioma alemão é famoso por ter palavras muito longas (Donaudampfschiffahrtsgesellschaftskapitän me veio à cabeça). Isso acontece porque substantivos, verbos, preposições e adjetivos funcionam como peças de lego. Você pode juntá-las de quase qualquer maneira para criar novas palavras que têm novos conceitos. Isto oferece ao idioma a possibilidade de dar nome a quase tudo. Você poderia chamar isso de "propriedade de pedras de lego do idioma alemão", ou Legosteineigenschaft (Você viu o que eu fiz aqui?) Mas por que os alemães usam um processo tão elaborado como esse para nomear coisas simples como esquilos? Quando os componentes dessas palavras são separados, os nomes tão familiares de alguns animais sofrem mutação e se transformam em novas criaturas bizarras.

Os estranhos animais X

Histórias em quadrinhos estão cheias de heróis com nomes como super, maravilha, ultra, morcego ou gato seguidos ou precedidos de homem, mulher, garota ou garoto. Em alemão muitos nomes de animais funcionam da mesma forma. Tier é a palavra alemã para animal, que quando precedida por uma outra palavra, descreve o superpoder desse animal.
  • Stinktier – animal-fedorento (gambá)
  • Faultier – animal-preguiçoso (bicho-preguiça)
  • Gürteltier – animal-cinto (tatu)
  • Murmeltier – animal que murmura (marmota)
  • Schnabeltier – animal-bico (ornitorrinco)
  • Maultier – animal-boca (mula)
  • Trampeltier – animal-pisoteador (camelo). O verbo trampeln significa bater com os pés ou pisar em cima, enquanto o substantivo Trampel é um desajeitado.
Algumas vezes, os sufixos são mais específicos que -tier, mas ainda assim tendem a descrever o animal errado:
  • Schildkröte – sapo-escudo (tartaruga)
  • Waschbär – urso-lavador (guaxinim)
  • Nacktschnecke – caracol-nu (lesma)
  • Fledermaus – rato-esvoaçador (morcego)
  • Seehund – cachorro do mar (foca)
  • Tintenfisch – peixe-tinta (lula)
  • Truthahn – galo-ameaçador (peru). Trut é uma onomatopeia para o som que o peru faz, mas também há hipótese de que o nome se origine da palavra droten, do alto-alemão médio (Mittelhochdeutsch), que significa "ameaçar".

Não, eu tenho certeza de que é um porco

Porco parece ser um recurso habitual para a taxonomia animal alemã
  • Schweinswal – porco-baleia (boto)
  • Seeschwein – porco do mar (dugongo). Não o confunda com a Seekuh, ou vaca do mar, conhecida em português como peixe-boi.
  • Stachelschwein – porco com aguilhão (porco-espinho).
  • Wasserschwein – porco da água (capivara)
  • Meerschweinchen – porquinho do mar (porquinho-da-índia). O final -chen denota algo pequeno. Acrescente isso ao final de Schwein e você terá um porquinho ou leitão. Como os prefixos Meer e Wasser podem ser trocados com frequência, é possível queMeerschweinchen na verdade signifique capivara.

Simplesmente estranho

Eu gostaria de encerrar essa lista acrescentando uma categoria para um único animal: o esquilo.
Eichhörnchen:
  • Pequeno chifre do carvalho: Eiche (carvalho)+ Horn (chifre)+ chen (pequeno)
  • Croissant do carvalho: Eiche (carvalho) + Hörnchen (croissant)
Nomes alternativos:
  • Eichkätzchen (nome regional) e Eichkatzerl (Áustria) – gatinho do carvalho
Chamar um esquilo de "gatinho de árvore" é bem literal, mas de onde vem o "pequeno chifre do carvalho"? Parece que a resposta é um h colocado no lugar errado: Eichhörnchen vem do alto-alemão antigo ou médio -eichorn, que não tem nada a ver com carvalhos e chifres. Neste caso, o -aich vem da palavra antiga indo-germânica aig, que significa movimento agitado, combinada com o sufixo que agora é obsoleto -orn. Em algum momento da história um hdesnecessário foi acrescentado (junto com o sufixo diminutivo -chen) mas o significado original permaneceu. Hoje, Hörnchen é a categoria dos roedores que inclui todos os esquilos, tâmias, marmotas, cão-da-pradaria e esquilos-voadores.
Você quer saber mais sobre esses nomes de animais? Assista a esse vídeo que explica como encaixar as peças das palavras alemães.
Traduzido por: Pedro Werneck